Nascimento/Born: 20/ Fevereiro /2011
Doença/Illness: Sarcoma de células claras renal
Tema/Theme: Futebol (torce pelo São Paulo)
Data de Encerramento/Deadline: Especial
 

 

Em maio de 2016, resolvemos passar o Natan, nosso primeiro filho de 5 anos, no pediatra de São Paulo que passávamos o nosso segundo filho de 2 anos. O motivo foi para verificar se o crescimento dele estava adequado, uma vez que nosso segundo filho apresentava deficiência na produção do hormônio do crescimento. Na consulta, o pediatra gastou um tempo na região abdominal do Natan. Nessa hora a preocupação iniciou. Logo na sequência, ele perguntou se alguém na família tinha algumas determinadas doenças e dissemos que não. Ele explicou, então, que achava que o baço estava muito aumentado e solicitou um exame de ultrassom urgente.
Fizemos o exame e o resultado revelou um tumor no rim, com características similares ao tumor de Wilms, um câncer maligno. No final de semana seguinte, comentamos com uma amiga na igreja metodista que frequentamos em Piracicaba, e esta indicou uma nefrologista, sendo que na manhã seguinte estávamos em seu consultório.
Ela nos encaminhou para o Hospital Boldrini e no dia seguinte estávamos lá. Neste próprio dia passou por uma batelada de exames, como de sangue e tomografia, e foi confirmado o diagnóstico de câncer maligno no rim. Isto era uma terça-feira e, para nossa surpresa, agendaram a cirurgia para sexta. Retiraram o tumor com sucesso, no entanto, a biópsia revelou que não era o tumor de Wilms, e sim um Sarcoma de células claras renal, mais agressivo e que se espalha para cérebro, ossos e pulmão.
Como a tomografia tinha revelado um nódulo no pulmão, marcaram uma nova cirurgia para alguns dias depois. E pela ação misericordiosa de Deus, não acharam nenhum nódulo. A partir daí, após sua recuperação, iniciaram-se as sessões de quimioterapia. A médica oncologista que acompanhou todo o processo, e ainda acompanha, pois o tratamento não acabou, informou que havia um protocolo quimioterápico a ser cumprido e que duraria seis meses.
As sessões ocorrem todas as semanas e não são fáceis, pelos próprios efeitos dos medicamentos, assim como pela necessidade de ser pela veia, tendo que furar com a agulha e deixar com o acesso para receber soro simultaneamente. A cada três semanas, os medicamentos são mais fortes e precisa ficar internado para acompanhamento de pressão, temperatura, saturação etc.
Contudo, desde o início, o comportamento do Natan sempre foi extraordinário. Primeiro, nunca sentiu nada com o tumor e foi por Deus mesmo (não há outra explicação) que passamos naquele pediatra para descobrir. Segundo, nunca reclamou de nada. Mesmo com este tratamento tão invasivo, continuou a brincar e a sorrir. Entre dez e quinze dias depois da internação, a imunidade cai muito e tenho certeza que um adulto ficaria largado na cama. Mas o Natan joga bola dentro de casa, mesmo nesta fase. Dança, dá risada, brinca com vários joguinhos e se diverte como se nada estivesse acontecendo. E mais uma vez isso só pode ser explicado pela graça de Deus.
Formou-se um grande exército de oração a favor da vida dele e isto inclusive nos sustentou. Nos mantivemos firmes e agradecidos por fazer parte de um grande plano de Deus. O tratamento terminará em novembro deste ano e estamos esperando alegremente pela vitória, que representará um recomeço para a vida, agora com muito mais sentido.
O Natan foi realmente escolhido por Deus para passar por este processo, pois é uma criança maravilhosa. É paciente, é calmo, mas ao mesmo tempo, é agitado como qualquer criança de 5 anos, e nos surpreendeu com seu comportamento no hospital. É claro que chora para ser furado toda semana, mas deixa as médicas trabalharem, aceita estar ali e entende que precisa passar por aquilo para ser curado. Arrumou amizades e até brinca com algumas enfermeiras, mesmo nas horas mais críticas.
Gosta muito de futebol e de esportes em geral, mas também de dinossauros. E foi curioso que passamos grande parte das olimpíadas no hospital. Duas amizades marcantes com as enfermeiras aconteceram durante esse evento. Uma delas entrou no quarto para fazer um procedimento bem no momento dos últimos pontos de um jogo complicado da seleção masculina de vôlei e o Brasil ganhou. Foi uma festa e, para melhorar, tudo se repetiu no jogo seguinte, com a mesma enfermeira. Por outro lado, outra entrou e o Brasil perdeu, se não me engano, num jogo de futebol feminino. Depois disto, tudo virou brincadeira cada vez que uma delas entrava. E além destas, outras também marcaram nossas vidas pela habilidade em lidar com crianças nessa situação, trazendo leveza, harmonia e humor. Sem contar as(os) voluntárias(os) que fazem fluir o Espírito de Deus naquele lugar, tanto na visita aos leitos, quanto na brinquedoteca.
Enfim, foram e estão sendo momentos muito fortes e de muita apreensão, mas em nenhum momento duvidamos do amor de Deus e, pelo contrário, damos graças à Ele pelo presente que nos deu, que é este menino tão especial.
Cleiton, pai do Natan - carta escrita em Setembro/2016

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