"Olá, eu sou a Claudia, meu filho Rodrigo começou a doença em setembro de 2009 com dor
nas costas e os médicos diziam que eram dores do crescimento, mas não achei isto e procurei um ortopedista
e o internaram para tratar de uma suposta infecção de coluna. Demoraram um mês e meio para diagnosticar o
neuroblastoma.
Ele começou o tratamento em 28 de outubro de 2009, o grau de risco era 4 – alto risco e tinha 30%
de chance de sobreviver e ele desafiou todas as possibilidades.
Ele fez quimioterapia e transplante no Uruguai, mas a medula ainda não estava limpa e colocaram uma
medula doente. A enfermeira nos desenganou dizendo que a possibilidade de sobreviver era 0%.
Aconteceram outros horrores e decidimos por conta própria sair do Uruguai. Chegamos ao GRAACC depois
de passar por Brasília procurando ajuda. O Consulado em Brasília pediu que eu falasse com o ministério
de Relações Exteriores do meu país, o Ministério contatou o consulado em São Paulo e o consulado fez
contato com o GRAACC.
O GRAACC mandou nos buscar e disse: “aqui temos tratamento” Só perguntei: quando começamos? E o que não
tinha cura, tem cura. A medula já está limpa e ele está ótimo, muito alegre. Ele sorri e isso levanta o
seu sistema imunológico. Continuamos em São Paulo por tempo indeterminado."
Claudia, mãe do Rodrigo – escrito em setembro/2011

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